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  • Capitalização da Eletrobras pode ir ao mercado até o fim do ano, avalia BNDES

    Objetivo do banco é ajudar a viabilizar projeto, disse diretor de privatizações do banco O diretor de privatizações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) Leonardo Cabral, e o diretor de infraestrutura, concessões e PPPs do banco, Fábio Abrahão, comentaram nesta quinta-feira ações do banco relacionadas aos rumos futuros de Eletrobras e Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae). Leia também: Eletrobras vê clima favorável no Congresso para avançar com privatização Sobre Eletrobras, Cabral informou que o objetivo do banco é ajudar a viabilizar projeto de capitalização da empresa. A capitalização da empresa foi sugerida pelo governo federal, por meio de medida provisória. "O BNDES não está trabalhando nem avaliando a hipótese de vender ações em conjunto com a oferta [de capitalização]. Nosso foco seria realizar essa capitalização, que é um aumento de capital em Eletrobras para que ela pague sua descotização", afirmou ele. A “descotização” seria a mudança do regime atual de cotas para o regime de produtor independente de energia regido a preços de mercado. Cabral disse acreditar que a operação de capitalização pode estar pronta para ir ao mercado até fim de 2021. Hoje tudo indica que, com aprovação do Congresso, será possível realizar a transação entre fim de 2021 e começo de 2022, afirmou ele, acrescentando que, em seu entendimento, o BNDES não conta com atraso nessa transação. Cabral avaliou que pode existir uma janela de mercado para essa transação até fevereiro do ano que vem. De acordo com Cabral, com a capitalização, a fatia da União será diluída na Eletrobras - mas continuará como sócia e a golden share dará alguns poderes ao governo, observou ele. A golden share permitirá que o governo vete determinadas decisões da Eletrobras, mesmo não sendo acionista controlador. Ele deu as declarações durante entrevista coletiva sobre o desempenho do banco referente ao primeiro trimestre. Além dele, participaram o presidente do banco, Gustavo Montezano, e outros diretores. O diretor de Infraestrutura falou sobre a possibilidade de o Estado do Rio relicitar o lote 3 da Cedae. De acordo com ele, o BNDES está analisando essa hipótese com governo do Estado do Rio. A ideia é levar ao mercado o lote 3 da Cedae ainda este ano, sendo que o trabalho de análise deve levar ainda 30 dias. Em 30 de abril, o certame da Cedae ofereceu os serviços de abastecimento de água e coleta e tratamento de 35 cidades do Estado do Rio, antes sob a égide da Cedae, que foram divididos em quatro blocos. O lote 3 não recebeu oferta.

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